#Visitas de estudo
À descoberta de Serralves
2025-11-26
A premissa surgiu nas aulas de História e Cultura das Artes quando era abordada a unidade de Criatividade e Ruturas na arte... e nos surgiu uma obra no manual da disciplina e a questão, quanto vale uma obra de uma banana colada numa parede com fita cola? Seis milhões de Euros? Como?
Foi assim proposto um desafio aos alunos do décimo ano do Curso de Artes Visuais no dia 26.11.2025. Porque não vamos ao Museu de Arte Contemporânea de Serralves ver a exposição do artista italiano Maurizio Catellan que criou essa obra? e fomos, e percebemos, mas até lá descobrimos o Museu e a sua arquitetura pelo arquitecto Siza Vieira e algumas das exposições. Algumas das obras são esquisitas mas com a explicação do nosso guia tudo ganha sentido e passamos a compreendê-las melhor. Algumas obras são interativas, isto é, ganham sentido depois de as experimentarmos e passamos a relacionar-nos com elas, criando memórias. Depois realizamos uma Oficina a que Serralves chama "O agora acordou". A partir das exposições do museu, exploramos temas importantes da atualidade para compreender o presente e construirmos ideias para o futuro. Uma visita-oficina em forma de debate para o desenho do nosso mapa do pensamento contemporâneo.
No trajeto entre o Museu e a Casa, descobrimos algumas peças de escultura, nomeadamente a famosa pá de jardim de Claes Oldenburg onde fizemos a fotografia de grupo/turma. Na Casa de Serralves começamos pela Capela para conhecer a obra de Catellan. Depois fomos explorar a Casa e as obras do artista. Percebemos que todas são polémicas à sua maneira. Na obra da banana a que o artista decidiu chamar Comedian, uma critíca ao mercado da arte de uma obra que vale seis milhões num dia e dois dias depois apodrece e vai para o lixo, para ser substituída por uma outra... o valor inicial foi de cerca de cem mil euros e hoje vale seis milhões, não pelo objeto, mas pela ideia e pelos seus direitos. Uma obra que fará parte da história da arte contemporânea.
Por fim foi-nos dada a oportunidade de explorar o TreeTop, um passadiço elevado, junto ao topo das árvores e o regresso ao Museu e à Escola. Foi uma experiência enriquecedora que serviu sobretudo para despertar para a área das artes visuais e para voltar a visitar com maior tempo e atenção.